Senna e Schumacher são dois dos maiores nomes da história da Fórmula 1, lembrados tanto por suas habilidades extraordinárias quanto por momentos controversos em suas carreiras.
Ambos foram extremamente competitivos, obcecados pela vitória e dispostos a levar a competição ao limite.
Contudo, essa busca incessante pelo sucesso também os colocou no centro de polêmicas, frequentemente acusados de imprudência ou decisões questionáveis dentro das pistas.
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Ayrton Senna: agressividade e controvérsia
O tricampeão da F1, Ayrton Senna é amplamente considerado um dos melhores pilotos de Fórmula 1 de todos os tempos, mas sua busca pela perfeição e seu estilo agressivo frequentemente o colocaram em situações de polêmica, alimentando o debate sobre até que ponto ele estava disposto a ir para vencer.
1. A batida deliberada em Prost – Suzuka, 1990
Um dos momentos mais polêmicos da carreira de Senna foi sua colisão intencional com Alain Prost no Grande Prêmio do Japão, em 1990.
Após perder o título para Prost no ano anterior em circunstâncias controversas, Senna entrou em Suzuka com a determinação de garantir o campeonato a qualquer custo.
Na curva 1, logo após a largada, Senna bateu deliberadamente no carro de Prost, tirando ambos da corrida.
A colisão garantiu o título para Senna, já que Prost não conseguiu pontuar.
Anos depois, Senna admitiu publicamente que havia agido de forma proposital, justificando sua ação como uma resposta ao favorecimento que sentiu da FIA em 1989.
O episódio é frequentemente debatido como um exemplo de má-fé em sua forma mais crua na Fórmula 1.
2. O incidente com Jean-Louis Schlesser – Monza, 1988
Outro momento controverso de Senna ocorreu no GP da Itália de 1988. O piloto liderava a corrida com folga quando tentou ultrapassar Jean-Louis Schlesser, um piloto retardatário.
No entanto, ao realizar a manobra, Senna foi tocado por Schlesser e acabou abandonando a prova.
Embora o incidente tenha acontecido principalmente por um erro de cálculo, muitos críticos argumentaram que Senna foi imprudente ao arriscar tanto ao ultrapassar um carro claramente mais lento em um momento em que poderia ter administrado a corrida para vencer.
Inclusive, esse argumento de “ser um piloto pouco estratégico” foi um dos temas centrais da briga entre Senna e Piquet, outro grande piloto brasileiro.
3. Acusações de bloqueios e “jogo sujo”
Ao longo da carreira de Senna, muitos pilotos o acusaram de bloquear de forma perigosa ou de fechar de forma intencional em situações de ultrapassagem.
Sua determinação em vencer por vezes se confundia com imprudência, levando outros pilotos a criticar sua postura.
Nigel Mansell, por exemplo, havia declarado: “Senna pode ser brilhante, mas ele não conhece limites quando está lutando por uma posição”.
4. Manipulação de posicionamento no grid – 1990
Outro episódio polêmico envolveu Senna antes do GP do Japão de 1990. Durante a reunião com os comissários, Senna tentou argumentar que o pole position deveria largar do lado direito da pista (considerado mais limpo). Quando a solicitação foi negada, ele ficou frustrado, o que também contribuiu para sua decisão de colidir deliberadamente com Prost na corrida.
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Michael Schumacher: polêmicas e estratégias controversas
A comparação entre Senna e Schumacher não param na qualidade de ambos, mas nas polêmicas em que estavam constantemente envolvidos.
O heptacampeão Michael Schumacher ficou mundialmente conhecido como um mestre da estratégia e um piloto com um domínio técnico impressionante.
Contudo, seu desejo de vencer a qualquer custo frequentemente o colocou em situações questionáveis (assim como vimos com Senna). Ao longo de sua carreira, ele esteve envolvido em diversos momentos controversos que mancharam sua reputação.
1. Colisão com Damon Hill – Adelaide, 1994
No Grande Prêmio da Austrália de 1994, Schumacher estava disputando o título com Damon Hill. Durante a corrida, Schumacher cometeu um erro e bateu no muro, danificando seu carro.
Contudo, quando Hill tentou ultrapassá-lo, Schumacher virou sua direção para colidir com o carro do rival, tirando ambos da corrida.
O incidente garantiu o título para Schumacher, já que ele estava na frente no campeonato. Contudo, não foram poucas as pessoas que consideraram o acontecimento um exemplo de jogo sujo.
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2. Colisão com Jacques Villeneuve – Jerez, 1997
Três anos depois, Schumacher se viu novamente em uma situação similar, desta vez contra Jacques Villeneuve. No GP da Europa de 1997, Schumacher tentou impedir que Villeneuve o ultrapassasse na briga pelo campeonato.
Quando Villeneuve colocou seu carro ao lado, Schumacher jogou deliberadamente o carro para cima do adversário. Contudo, desta vez, o plano falhou — Villeneuve continuou na corrida e garantiu o título, enquanto Schumacher abandonou a prova.
Mas, o pior ainda estava por vir, afinal, como punição, Schumacher foi desclassificado do campeonato daquele ano.
3. Bloqueio contra Rubens Barrichello – Hungria, 2010
Já em sua fase de retorno à Fórmula 1 com a Mercedes, em 2010, Schumacher protagonizou um momento extremamente perigoso no GP da Hungria.
Durante uma tentativa de ultrapassagem de Rubens Barrichello, Schumacher empurrou o piloto contra o muro, quase causando um grave acidente.
A manobra foi amplamente condenada pela comunidade da Fórmula 1, e Schumacher recebeu uma punição por direção perigosa.
4. Pole position manipulada – Mônaco, 2006
No treino classificatório para o GP de Mônaco de 2006, Schumacher deliberadamente parou seu carro na pista, simulando um erro para impedir que Fernando Alonso, seu principal rival na época, completasse uma volta rápida.
Como não seria diferente, o incidente foi amplamente criticado e considerado uma manobra antiesportiva e o piloto foi, mais uma vez, punido, tendo que largar do final do grid.
5. Acusações de problemas no trabalho em equipe
Ao longo de sua carreira, Schumacher se beneficiou de ordens de equipe controversas.
Na Ferrari, os companheiros de Schumacher, especialmente Rubens Barrichello, frequentemente tinham que abrir mão de oportunidades em favor do alemão.
Um dos momentos mais polêmicos ocorreu no GP da Áustria de 2002, quando Barrichello recebeu ordens para deixar Schumacher ultrapassá-lo na última volta, mesmo estando claramente à frente.
As similaridades de Senna e Schumacher
Embora ambos tenham sido gigantes do automobilismo, os estilos de Senna e Schumacher eram muito diferentes, mas compartilhavam o mesmo traço competitivo que os levou a cruzar a linha entre genialidade e controvérsia.
Senna era apaixonado e movido por emoção. Suas decisões, embora controversas, eram muitas vezes vistas como resultado de sua intensidade. O piloto era mais direto em suas motivações, como admitiu no caso da batida com Prost, mas nunca maquiava suas intenções.
Schumacher, por outro lado, era mais calculista. Suas ações controversas muitas vezes pareciam friamente planejadas, como as colisões com Hill e Villeneuve ou o incidente em Mônaco.
Ele dominava o jogo político da Fórmula 1 e não hesitava em usar estratégias de equipe ou artifícios para garantir sua posição.
Em suma, Senna e Schumacher foram, inegavelmente, dois dos melhores pilotos que o mundo já viu. Ambas as carreiras foram marcadas por momentos de brilhantismo absoluto, mas também por episódios que evidenciam a linha tênue entre a busca pela vitória e a conduta antiesportiva.
Em outras palavras, as polêmicas Senna e Schumacher não diminuem seus feitos, mas adicionam camadas à complexidade de suas personalidades e ao legado que deixaram na Fórmula 1.
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