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O caso em que os Patriots murcharam as bolas da NFL 2015 ficou conhecido como “Deflategate” foi um dos escândalos mais notórios da história da NFL, envolvendo o New England Patriots e o então quarterback, Tom Brady, um dos maiores nomes da história do futebol americano. 

O episódio ganhou destaque após a vitória dos Patriots sobre o Indianapolis Colts na final da Conferência Americana (AFC Championship Game) em 18 de janeiro de 2015, e vamos relembrar detalhes deste que é um dos maiores escândalos da NFL. 

Patriots e as bolas murchas na NFL 2015: o escândalo “Deflategate”

Na NFL de 2015, os Patriots foram acusados de terem deliberadamente esvaziado as bolas utilizadas no jogo contra os Colts, reduzindo sua pressão para níveis abaixo do permitido pelas regras da NFL. 

De acordo com as normas da liga, as bolas devem ter uma pressão entre 12,5 e 13,5 psi (libras por polegada quadrada). Após uma interceptação feita pelo linebacker D’Qwell Jackson dos Colts no primeiro tempo, suspeitas foram levantadas sobre a pressão das bolas.

A investigação revelou que 11 das 12 bolas usadas pelos Patriots estavam abaixo do limite mínimo permitido.

Contudo, antes mesmo da partida, os Colts haviam informado a NFL sobre suas suspeitas de que os Patriots poderiam estar manipulando a pressão das bolas. 

Durante o intervalo do jogo, uma checagem surpresa foi realizada pela liga, confirmando que as bolas estavam de fato murchas e foi essa descoberta que deu início a uma investigação formal conduzida pelo advogado Ted Wells, que resultou em um relatório de 243 páginas divulgado em maio de 2015.

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Por que os Patriots murcharam as bolas na NFL 2015? 

A motivação por trás de esvaziar as bolas seria obter uma vantagem competitiva. 

Bolas com menos pressão são mais fáceis de segurar, lançar e receber, especialmente em condições climáticas adversas como chuva ou frio. 

Como cada time utiliza suas próprias bolas quando está no ataque, essa manipulação beneficiaria apenas os Patriots durante suas posses de bola.

O papel de Tom Brady

Tom Brady, considerado um dos maiores quarterbacks de todos os tempos, foi apontado como “provavelmente ciente” das ações dos funcionários responsáveis por manipular as bolas. 

O relatório Wells concluiu que Brady estava ciente do esquema e sugeriu que ele estaria envolvido a ponto de ter solicitado e aprovado a ação.

Apesar disso, Brady negou envolvimento por anos antes de finalmente admitir sua participação em um evento humorístico em 2024.

As punições para as bolas murchas do Patriots na NFL 2015

É claro que o caso não sairia completamente impune e as sanções impostas pela NFL incluíram:

  • Suspensão de Tom Brady por quatro jogos na temporada de 2016.
  • Multa para os Patriots em US$ 1 milhão.
  • O time perdeu duas escolhas no draft: uma na primeira rodada de 2016 e outra na quarta rodada de 2017.

Além disso, dois funcionários dos Patriots envolvidos diretamente no caso foram suspensos pela equipe. 

A suspensão inicial de Brady foi contestada nos tribunais e temporariamente anulada em 2015, permitindo que ele jogasse toda aquela temporada. No entanto, a decisão foi revertida no ano seguinte pelo Tribunal de Apelações dos EUA.

Impacto na temporada e na reputação da equipe

Apesar do escândalo, o desempenho dos Patriots não foi prejudicado a longo prazo. Após cumprir sua suspensão em 2016, Brady voltou aos gramados e levou o time à vitória no Super Bowl LI, onde foi nomeado MVP da partida. 

No entanto, o caso manchou sua reputação e gerou debates sobre sua posição como o maior jogador da história da NFL.

Por outro lado, o incidente também levantou questões sobre a integridade da liga e a autoridade do comissário Roger Goodell. Muitos críticos questionaram se as punições foram justas ou motivadas por pressões externas para proteger a imagem da NFL.

Reações dos fãs e da imprensa durante o escândalo

Como não poderia ser diferente, as reações dos fãs e da imprensa ao escândalo das bolas murchas do Patriots na NFL 2015 foram intensas e polarizadas, refletindo tanto a magnitude do caso quanto a influência do New England Patriots e de Tom Brady no cenário esportivo. 

Além disso, muitos torcedores do New England Patriots defenderam Tom Brady e a equipe, acreditando que o escândalo foi fabricado pela NFL para desviar a atenção de outros problemas, como casos de violência doméstica e lesões cerebrais entre jogadores.

Esses fãs frequentemente apontavam inconsistências no relatório de Ted Wells, questionando a validade das evidências apresentadas contra Brady e o time. 

Alguns até sugeriram que o uso da frase “mais provável do que não” no relatório indicava falta de provas concretas.

A base de fãs dos Patriots também criticou duramente a mídia, especialmente a ESPN, acusando-a de parcialidade contra o time

Já os torcedores de outros times da NFL, especialmente rivais como os New York Jets e os Indianapolis Colts, consideraram as punições adequadas ou até brandas. 

Muitos acreditavam que o escândalo reforçava uma cultura de trapaça associada aos Patriots desde o “Spygate” em 2007.

Alguns fãs também expressaram frustração com a NFL por permitir que os Patriots jogassem no Super Bowl XLIX antes de concluir a investigação, considerando isso um sinal de favoritismo.

O “Spygate” foi um escândalo envolvendo o New England Patriots durante a temporada de 2007 da NFL, no qual a equipe foi flagrada gravando ilegalmente os sinais defensivos dos treinadores adversários. O caso começou em 9 de setembro de 2007, quando um assistente de vídeo dos Patriots, Matt Estrella, foi pego filmando os sinais defensivos dos treinadores do New York Jets a partir de uma localização não autorizada na lateral do campo. A prática violava as regras da NFL, que permitem gravações apenas de áreas específicas, como as zonas finais do estádio.

Reações da imprensa

A mídia apresentou uma ampla gama de opiniões sobre o caso das bolas murchas dos Patriots na NFL 2015. 

Enquanto alguns jornalistas criticaram a NFL por sua condução do caso, alegando falta de transparência e imparcialidade na investigação, muitos analistas esportivos condenaram Tom Brady e os Patriots pelo esquema. 

Ex-jogadores como Mark Brunell e Jerome Bettis afirmaram publicamente que era improvável que Brady não estivesse ciente das bolas murchas, dada sua experiência como quarterback.

Ainda houveram aqueles jornalistas que compararam o “Deflategate” ao “Bountygate”, outro escândalo envolvendo trapaça na NFL, argumentando que Bill Belichick, um dos melhores técnicos de futebol americano de todos os tempos, deveria ter sido punido por não ter controle sobre sua equipe.

O “Bountygate” foi um escândalo que envolveu o New Orleans Saints entre 2009 e 2011, no qual jogadores defensivos, sob a coordenação do então técnico defensivo Gregg Williams, participaram de um programa ilegal de recompensas financeiras por jogadas violentas que lesionassem adversários. O técnico Sean Payton, embora não diretamente envolvido na administração do programa, foi acusado de saber sobre o esquema e não tomar medidas para interrompê-lo. Após uma investigação da NFL, foram aplicadas severas punições e Sean Payton foi suspenso por toda a temporada de 2012.

Outros membros da imprensa minimizaram a gravidade do escândalo, chamando-o de “o escândalo esportivo mais idiota de todos os tempos”, argumentando que o impacto real das bolas murchas no desempenho dos Patriots era insignificante.

Jornalistas como Jim Gray consideraram a punição excessiva e motivada por pressões externas para proteger a imagem da liga após erros anteriores.

Possível reviravolta?

Nos anos seguintes ao escândalo, surgiram alegações de que a NFL teria manipulado dados para sustentar suas acusações contra os Patriots.

Em 2022, foi revelado que informações coletadas durante checagens aleatórias de pressão das bolas foram deletadas pela liga, levantando dúvidas sobre a imparcialidade do processo investigativo.

Além disso, o caso gerou mudanças nas regras da NFL para monitoramento da pressão das bolas durante os jogos. A partir de então, inspeções periódicas passaram a ser realizadas.

Mesmo completando 10 anos do escândalo do Patriots com as bolas murchas na NFL 2015, o “Deflategate” permanece como um marco na história da competição não apenas pelo impacto imediato nas carreiras dos envolvidos e nos resultados esportivos, mas também pelas implicações éticas e legais que levantou. 

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